Explicando porque não existe friendzone

Oi, eu sou o Ale e sou péssimo para escolher títulos, mas ele representa muito bem a mensagem de hoje. Vamos falar o porquê de não existir a famosa friendzone, mas vamos tentar explicar isso utilizando alguns conceitos de economia e mercado.

Infelizmente, esse tipo de assunto ainda é necessário por que muitos não entendem o conceito de que uma pessoa não é obrigado a ficar com você apenas porque você é (ou se acha) uma pessoa massa.

Segundo a Wikipédia, na cultura popular a “Friendzone” (em português: zona de amizade) refere-se a uma situação onde uma pessoa deseja entrar em um relacionamento romântico e está apaixonada, e a outra parte quer apenas amizade.

Isso deveria ser uma situação comum do dia à dia, como quase tropeçar ao sair correndo, morrer na fase da água do Sonic ou acessar o melhor blog pornô do Brasil. Mas, em especial, quando falamos de friendzone (FZ para os íntimos), a situação é diferente. Temos um ode aos fracassos e vinganças que esse tipo de assunto gera e o que complica é que são pessoas de 25,30 ou 40 anos repetindo essa mesma baboseira.

Sonic e a Friendzone
A Friendzone deveria ser tão comum como morrer nessa fase

Agora que entendemos o que é a friendzone e como vamos tratar ela aqui no blog, podemos ir para a parte mais legal, as transações comerciais.

Em um mercado honesto, a condição básica para ocorrer uma transação comercial é que o preço de compra e o preço de venda sejam iguais, ou seja, as intenções de quem quer comprar algo, devem ser as mesmas de quem quer vender um produto. E no mundo dos capitalista, existe um facilitador para essas operações: o dinheiro.
O preço de todas as coisas que temos é definido pelo dinheiro e como todos usam a mesma “escala de preço”, fica mais fácil fazer com que as intenções do comprador se enquadrarem com as intenções do vendedor.

Dinheiro
Ao contrário do que dizem, o dinheiro veio para facilitar a nossa vida...

Vamos exemplificar, agora, como o dinheiro facilita a nossa vida: eu quero vender uma bola por R$100,00 e com esse dinheiro comprar dez bonecas, e eu o farei. Se eu quiser vender essas bonecas e com o dinheiro comprar 25 carrinhos, eu também posso.

Agora, vamos pensar nessa mesma situação, mas sem o dinheiro. Vamos imaginar que não existe dinheiro no mundo e que só é possível fazer um único negócio por ano. Então vamos lá:

Eu tenho minha bola e quero 25 carrinhos:

  • Se houver uma pessoa que queira trocar 25 carrinhos e queira trocar em uma bola, as intenções se batem e nós temos uma negociação;
  • Se aparecer uma pessoa com menos carrinhos, vamos ter um período de negociação onde OU a pessoa consegue mais carrinhos OU eu decido que posso trocar minha bola por menos carrinhos;
  • Mas, não haverá negócio se a pessoa aparecer com 10, 50 ou 1 milhão de bonecas, porque eu não quero bonecas, quero carrinhos. Mesmo que a pessoa ache que as bonecas são mais legais e especiais, elas não terão nenhum tipo de valor pra mim porque não quero bonecas e sim, carrinhos!
Muitas Bonecas
Não adianta, você não vai ter minhas bolas

O mesmo vale para os relacionamentos, eu sou uma pessoa legal e inteligente (na prática nós levamos em consideração diversas características) e procuro uma pessoa que seja bonita, engraçada e que ria das minhas piadas.

  • Se eu conhecer uma pessoa que seja bonita, engraçada e que ria das minhas piadas e que queira se relacionar com uma pessoa legal e inteligente, há grandes chances de ter um relacionamento;
  • Se eu conhecer uma pessoa que ria das minhas piadas e que queira se relacionar comigo, mas que não seja bonita, vou ter que decidir se aceito uma pessoa “menos bela” ou não. Caso aceite, temos o relacionamento – caso contrário, a vida segue;
  • Mas, não haverá negócio (relacionamento) se aparecer uma pessoa que seja legal, amiga, me conheça a muitos anos e tenha um monte de coisas que ela ache, mas não seja bonita e nem ria das minhas piada (que são as coisas que eu procuro).

Pensemos que em uma loja de brinquedos, o vendedor não fica se lamentando: “poxa, como eu adoraria vender tal brinquedo para aquele cliente”. O que o vendedor procura fazer é melhorar e aumentar a qualidade dos itens fornecidos e tentar ali encontrar um comprador que esteja disposto a comprar tal item e pagar o valor cobrado.

Por fim, a chamada podemos definir a Friendzone como uma transação que não deu certo porque os preços de compra e preço de venda, por isso, não faz sentido homens e mulheres saudáveis ficarem reclamando, xingando ou se apegando a isso. A vida segue, e enquanto estivermos apegados a esses conceitos bobos como friendzone ou apegados a uma pessoa que queremos nos relacionar, provavelmente perderemos maravilhosas oportunidades de conhecer um pessoas interessantes e que queiram fazer a essa "negociação" dar certo.

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